quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

A experiência do FDA com os testes sorológicos para covid-19

Jeffrey Shuren, MD, JD,  e Timothy Stenzel, MD, Ph.D.


Em janeiro de 2020, a Food and Drug Administration (FDA) começou a considerar a resposta dos EUA à Covid-19. No dia 4 de fevereiro, após a declaração de uma emergência de saúde pública, passamos a autorizar exames para diagnosticar infecções ativas. Em tal emergência, o FDA pode conceder uma autorização de uso de emergência (EUA) para produtos médicos com base em uma revisão das evidências científicas. Aplicar o padrão mais baixo da EUA em vez de esperar pela aprovação total com base em evidências mais extensas acelera o acesso a testes precisos. Após relatos de casos assintomáticos, ficou claro que precisávamos de estratégias adicionais para entender a verdadeira disseminação do SARS-CoV-2 em todo o país. Os testes de sorologia (isto é, anticorpos) não foram implantados ou eram de uso limitado durante surtos de vírus anteriores. Neste caso, entretanto,


Os testes de sorologia detectam a resposta imune adaptativa do corpo a uma infecção passada. O teste sorológico sozinho, portanto, não pode determinar se uma pessoa está atualmente infectada com SARS-CoV-2. Além disso, embora a experiência com outros vírus sugerisse que a presença de anticorpos para SARS-CoV-2 pudesse conferir alguma proteção contra a reinfecção, não sabíamos se a presença de quaisquer anticorpos - ou um certo nível de anticorpos - significava que uma pessoa era imune a reinfecção e, em caso afirmativo, por quanto tempo essa imunidade duraria.


Para facilitar o acesso antecipado aos testes de sorologia para laboratórios e prestadores de cuidados de saúde, o FDA publicou orientações em 16 de março que permitia aos desenvolvedores comercializar seus testes sem EUA, desde que o teste fosse validado, o FDA fosse notificado e os relatórios dos testes incluíssem informações importantes sobre as limitações, incluindo declarações indicando que o teste não foi revisado pelo FDA e que os resultados não podem ser usados para diagnosticar ou excluir infecção. 1


Na época, os testes sorológicos geralmente não eram usados no atendimento ao paciente. Colocamos salvaguardas adicionais, limitando seu uso a laboratórios certificados pelos Centros de Serviços Medicare e Medicaid para realizar testes de alta complexidade de acordo com as Alterações de Melhoria de Laboratório Clínico (CLIA). Esses laboratórios têm pessoal com experiência para considerar o desempenho do teste e escolher o melhor teste para um determinado propósito. Os desenvolvedores de testes de sorologia destinados ao uso em residências ou no local de atendimento, como em consultórios médicos (a menos que fossem cobertos por um certificado CLIA de laboratório), ainda tinham que apresentar um pedido de EUA e ter seus testes autorizados pelo FDA. Planejamos revisar esta política após autorizar vários testes sorológicos. Em retrospectiva, no entanto, percebemos que a política descrita em nossa orientação de 16 de março era falha.


No final de março, 37 fabricantes comerciais notificaram o FDA sobre a introdução de testes sorológicos no mercado dos Estados Unidos. O FDA recebeu pedidos de EUA para testes de sorologia e começou a autorizar os primeiros testes em abril. No início de abril, no entanto, funcionários do governo começaram a divulgar a utilidade potencial desses testes para reabrir a economia, e a cobertura de seguro foi fornecida para usos não comprovados pela ciência e que não estivessem de acordo com as limitações que o FDA havia estabelecido. Como resultado, o mercado foi inundado com testes de sorologia, alguns dos quais tiveram um mau desempenho e muitos dos quais foram comercializados de uma forma que conflitava com a política da FDA. No final de abril, 164 fabricantes comerciais notificaram o FDA de que haviam introduzido os testes sorológicos. Esta série de eventos foi diferente de nossa experiência com testes de diagnóstico fabricados comercialmente. Nesse caso, poucos testes foram oferecidos sob notificação; os fabricantes geralmente comercializavam seus próprios testes, em vez de produtos feitos por outros fabricantes, normalmente não americanos, como ocorria com alguns testes sorológicos; e falsas alegações e falsificação de dados eram muito menos comuns.


Em 17 de abril, o FDA emitiu uma carta aos provedores de saúde explicando que alguns desenvolvedores usaram indevidamente a lista de notificação do kit de teste de sorologia para alegar falsamente que seus testes foram aprovados ou autorizados pela agência. 2 Embora mais de 200 desenvolvedores de testes sorológicos já tivessem submetido voluntariamente um EUA ou planejado apresentá-lo, o FDA mudou sua política em 4 de maio para que pudéssemos avaliar a ciência por trás de todos os testes comercialmente distribuídos e avaliar as alegações de validade. 3 Em 1º de fevereiro de 2021, o FDA removeu listas de 225 testes de nosso site, emitiu 15 cartas de advertência e colocou 88 empresas em alerta de importação por violações.


Enquanto isso, desde março, o FDA tem trabalhado com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e a Autoridade de Desenvolvimento de Pesquisa Avançada Biomédica para ajudar o Instituto Nacional do Câncer (NCI) a estabelecer a capacidade de avaliar a sorologia testes para ajudar a informar as decisões regulatórias do FDA em relação aos testes individuais ( https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/coronavirus-covid-19-update-fda-publicly-shares-antibody-test-performance- data-kits-part-validation. abre em uma nova guia) Os painéis de avaliação montados pelo NCI consistem em 30 amostras de soro positivas para anticorpos SARS-CoV-2 congeladas e 80 amostras de soro negativo para anticorpos congelados e de solução de citrato dextrose anticoagulante de fórmula A de amostras de plasma. O tamanho e a composição do painel foram escolhidos para permitir a avaliação baseada em laboratório e fornecer estimativas razoáveis e intervalos de confiança para o desempenho do teste, dada a disponibilidade limitada da amostra. Esse esforço marcou a primeira vez que o governo federal avaliou os próprios testes para informar as autorizações do FDA. Posteriormente, o NIH alavancou relacionamentos com centros acadêmicos, que realizaram avaliações iniciais de testes diagnósticos locais e domiciliares promissores da Covid-19 sob sua iniciativa RADx (Rapid Acceleration of Diagnostics). 4


Descrevemos anteriormente nossa experiência com os testes de diagnóstico Covid-19. 5 Os fatos e atores relevantes - e as ações do FDA - diferiram no caso dos testes serológicos, assim como as lições que aprendemos.


Em primeiro lugar, nossa experiência com testes sorológicos ressalta a importância de autorizar produtos médicos de forma independente, com base em dados científicos sólidos, e não permitir a entrada de testes no mercado sem autorização. Sabendo o que sabemos agora, não teríamos permitido a comercialização de testes sorológicos sem a revisão e autorização do FDA, mesmo dentro dos limites que inicialmente impusemos. Embora outros fatores possam ter levado produtos não autorizados a inundar o mercado, nossa política de 16 de março permitiu que isso acontecesse.


Em segundo lugar, o governo federal deve coordenar a preparação de um plano de pesquisa público-privado para tratar de questões epidemiológicas relacionadas à disseminação de doenças e imunidade no início de um surto como parte de seu plano de preparação. Um esforço coordenado ajudaria a garantir a realização oportuna dos estudos necessários, minimizar a duplicação de pesquisas e fazer o melhor uso dos recursos federais.


Terceiro, devemos estabelecer a capacidade dentro ou em nome do governo federal de avaliar o desempenho dos testes antes que ocorram surtos, para que uma avaliação independente possa ser realizada rapidamente durante um surto. Nossa colaboração com o NCI nos mostrou o valor dessa abordagem. Combinada com a autorização do FDA, esta estratégia pode permitir uma avaliação rápida e independente do diagnóstico molecular, antígeno e precisão do teste de sorologia e minimizar a necessidade dos desenvolvedores encontrarem espécimes de pacientes ou outras amostras clínicas para validar seus testes, acelerando assim a disponibilidade de testes precisos. O governo federal também deve considerar a utilidade dessa abordagem para tecnologias usadas fora de um surto. Por exemplo, a iniciativa RADx do NIH poderia ser continuada e expandida além da Covid-19. À longo prazo, necessitamos de uma avaliação comum do desempenho e da validação.


Quarto, as comunidades científica e médica devem compreender a finalidade e o uso clínico dos testes sorológicos e como usar os resultados dos testes em geral para informar o atendimento ao paciente. A educação contínua é fundamental em qualquer resposta de emergência de saúde pública à medida que o conhecimento científico evolui, especialmente devido ao uso indevido de testes de sorologia para diagnóstico, o potencial de resultados falso-positivos quando um único teste é usado em populações com uma baixa taxa de infecção e a percepção de imunidade. Nossa abordagem de teste precisa ser atualizada de forma consistente e guiada por ciência sólida.


Finalmente, todas as partes envolvidas na resposta a emergências de saúde pública precisam de informações melhores e mais rapidamente. Assim como os profissionais médicos tentaram rapidamente aprender como o Covid-19 estava afetando os pacientes e a melhor forma de tratá-los, o FDA teve que se adaptar com informações limitadas e em evolução, principalmente durante os primeiros dias do surto. O estabelecimento de mecanismos nacionais e internacionais robustos e coordenados para gerar evidências e coletar, compartilhar e disseminar informações será fundamental para acabar com a pandemia atual e enfrentar futuras emergências de saúde pública.


Seguindo em frente, o FDA continuará a tomar medidas para garantir a disponibilidade oportuna de testes de anticorpos precisos e confiáveis para atender às necessidades de saúde pública à medida que a pandemia evolui.


Os formulários de divulgação fornecidos pelos autores estão disponíveis em NEJM.org.

Este artigo foi publicado em 13 de fevereiro de 2021, em NEJM.org.


Afiliações dos Autores:  Food and Drug Administration, Silver Spring, MD.


Referências:

1. Food and Drug Administration. Policy for diagnostic tests for coronavirus disease-2019 during the public health emergency. March 16, 2020 (https://web.archive.org/web/20200410023229/https://www.fda.gov/media/135659/download).

2. Food and Drug Administration. Important information on the use of serological (antibody) tests for COVID-19 — letter to health care providers. April 17, 2020 (updated June 19, 2020) (https://www.fda.gov/medical-devices/letters-health-care-providers/important-information-use-serological-antibody-tests-covid-19-letter-health-care-providers).

3. Shah A, Shuren J. Insight into FDA's revised policy on antibody tests: prioritizing access and accuracy. Silver Spring, MD: Food and Drug Administration, May 4, 2020 (https://www.fda.gov/news-events/fda-voices/insight-fdas-revised-policy-antibody-tests-prioritizing-access-and-accuracy).

4. National Institutes of Health. Rapid Acceleration of Diagnostics (RADx) (https://www.nih.gov/research-training/medical-research-initiatives/radx).

5. Shuren J, Stenzel T. Covid-19 molecular diagnostic testing — lessons learned. N Engl J Med 2020;383(17):e97-e97.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Nutrição saudável

Nutrição saudável: bênção ou maldição?

Nutrição saudável: ciência ou religião?

Nos últimos tempos "dieta saudável" tornou-se o assunto do momento: nas mídias, em casa, nos consultórios, nos bares... É interessante como, em geral, as pessoas se referem a ela como um ideal, mas não a fazem.

Por quê?

Talvez porque seja algo que não está ao meu alcance, é apenas um horizonte perdido, um paraíso para se sonhar com, sem pretender estar nele.

Talvez porque seja uma ideia muito vaga - como fazer algo que não se tem ideia de como seja?

Talvez porque dieta saudável tenha se tornado sinônimo de alimentação chata, sem prazer. E, acredito, ninguém quer ter uma longa vida chata...

Proponho que "dieta saudável" signifique colocar para dentro do nosso corpo os nutrientes necessários (carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais) através dos alimentos que gostamos de ingerir. Se necessário, como pessoas adultas, admitimos comer com regularidade algum que não nos seja agradável pelos benefícios que nos traz.

Se sua saúde pede alguma moderação no seu prazer de alimentar, converse com a pessoa profissional de saúde que orienta você: como é possível melhorar sem trocar o meu prazer em comer?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Alimentos causam doença?

O alimento do dia a dia, aquele que lhe dá prazer, que colore a sua vida, agora é uma fonte de problemas? Tornou-se um potencial assassino seu? Ou arruinará a sua saúde? A vida é assim?!

A regra geral é que os problemas de saúde (que muitas vezes são chamados de "doenças" quando talvez não sejam) não são causados por nenhum alimento. Há duas falsas exceções: o alimento estragado e o envenenado. São falsas porque o que adoece são os microrganismos ingeridos ou a substância tóxica. Carboidrato, proteína, gordura, vitaminas, sais minerais não podem, por si só, causar mal.*

Diabetes não é causado pelo alimento. É determinado por fatores do corpo: destruição das células que produzem insulina ou ação ineficaz dela. Comer açúcar, arroz, macarrão, batata, doces...somente terá impacto na saúde de alguém se o corpo não der conta de lidar com a QUANTIDADE ingerida. O problema está no corpo.

Obesidade não é determinada pelo alimento. Pessoas (e os demais animais) somente aumentam a quantidade de gordura do seu organismo se comerem energia (calorias) acima daquela que gastam no seu dia a dia. Novamente não é o que entra pela boca que conduz a este problema de saúde (por que chamar obesidade de doença?), mas a quantidade ingerida. E o alimento não pula para a boca...

Hipertensão não é causada pelo sal do alimento. Mas o excesso de sódio, em um grupo de pessoas (não em 100% da humanidade), colabora para a elevação da pressão arterial.

É necessário não confundir: o fato da redução da ingesta da quantidade de algum nutriente (carboidrato, proteína, gordura) colaborar no tratamento do colesterol alto (hipercolesterolemia), do diabetes, da hipertensão arterial, da obesidade, da insuficiência renal crônica, etc não quer dizer que essas doenças aconteceram pelo excesso de ingesta de nutrientes.

Na dúvida, converse com seu médice sobre o assunto. Estou às ordens. 


* é verdade que há fatores nos alimentos conhecidos como "antinutricionais". Um vegetal famoso contém cianeto, substância já usada em execução de pena de morte. Contudo, a quantidade presente é tão pequena que seria necessária uma ingestão impossível para que ele envenenasse alguém.

terça-feira, 10 de março de 2020

Pessoas trans: quantas são

Esta não é uma questão fácil de responder. Há determinados aspectos que complicam a pesquisa. Por exemplo: se a sociedade vê com simpatia as diversas expressões de gênero, as pessoas se sentirão mais à vontade para se manifestarem; é razoável supor que, a medida que aumentar a intolerância com as diversas expressões de gênero, mais difícil será se identificar. Outro problema: como fazer a pergunta? A elaboração da questão já traz, em si, uma resposta. “Você está satisfeito com seu sexo?” é diferente de interrogar “Você se identifica com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer?” O entrevistador tem que se lembrar que conceitos não são compreendidos da mesma forma por todas as pessoas da sociedade, mesmo naquelas com alto nível educacional. Sexo e gênero não são sinônimos, mas muitos entendem que sim.

As publicações científicas sobre a prevalência (o número total de pessoas com certa característica em determinado momento entre determinada população) utilizam duas estratégias diferentes, que dão resultados também diferentes. Usando a contagem de pessoas que se identificam com trans e que buscam auxílio médico por essa razão, para algum apoio hormonal ou para procedimento de transgenitalização, temos as seguintes contagens:

tabela I
autor
data
onde
resultado
no Brasil seriam (1)
Pauly IB (2)
1.968
*
0,4:100.000**
837
Eklund PL (3)
1.976-1.980
Holanda
1,22:100.000
2.553
Eklund PL
1.976-1.983
Holanda
1,58:100.000
3.306
Eklund PL
1.976-1.986
Holanda
2,77:100.000
5.798
Landen (4)
1.972-1.996
Suécia
3,42:100.000
7.116
* não foi possível localizar o artigo original
** significa que em 100.000 pessoas haverá 0,4 pessoa trans

Pesquisadores que avaliaram o total de pessoal que solicitaram legalmente a modificação do gênero atribuído ao nascer encontraram:

tabela II
autor
data
onde
resultado
no Brasil seriam(1)
Weitze (5)
1.972-1992
Alemanha
2,1:100.000
4.395
Dhejne (6)
1.960-2.010
Suécia
16:100.000
33.488

Quando o estudo é realizado perguntando às pessoas se elas se consideram transgêneras, temos o seguinte quadro:

tabela III
autor
data*
onde
resultado
no Brasil seriam(1)
Conron (7)
2012
EUA
500:100.000
1.046.500
Kuyper (8)
2014
Holanda
1300:100.000
2.720.800
Van  Caenegem (9)
2015
Bélgica
1900:100.000
3.976.700
* da publicação do estudo

Até a data de publicação deste texto, não foi encontrado estudo científico que fale sobre o número de pessoas transgêneras no Brasil. Há algumas evidências indiretas:


- reportagem da Jovem Pan, de 30 de janeiro de 2020, informa que 6.086 pessoas mudaram de nome e gênero, nos cartórios, desde 2018. Como houve modificação de gênero, é razoável supor que são pessoas transgêneras. Este número está entre os dois maiores números das tabelas I e II

- reportagem de 09 de novembro de 2019 informa que entre os 5.095.308 de inscritos no ENEM de 2019, 394 (0,08%) solicitaram o uso do nome social. Usando os dados do IBGE para 2010 (menores que em 2019), a população do Brasil era de 190.755.799 habitantes, e supondo que a amostra do ENEM fosse estatisticamente adequada, o total de pessoas trans seria 152.604. O que extrapola todos os números das tabelas I e II.




notas de rodapé:
(1) baseado na população estimada de 2017, 209.300.000 habitantes
(2) Pauly  IB. The  current status  of the change of  sex operation. J Nerv  Ment Dis 1968; 147:460-471

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Saiba quem deve se vacinar contra a febre amarela

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da saúde, explica sobre o número de doses necessário, como a vacina deve ser administrada, além da recomendação para viajantes e população em áreas de risco. 

Nesta entrevista ao Blog da Saúde, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, esclarece que não há mudança no esquema vacinal da febre amarela. A estratégia de duas doses, adotada no Brasil, é segura e garante proteção durante toda a vida. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.

Confira também:
- Entrevista para Web Rádio Saúde do diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, sobre as dúvidas mais comuns da população
- Ministério da Saúde amplia a proteção à vacinação contra a febre amarela
- Perguntas e respostas sobre a Febre Amarela
- Lista de municípios conforme áreas de recomendação para vacinação
- Ministério da Saúde tira dúvidas dos internautas sobre a Febre Amarela
- Mais informações sobre Febre Amarela no site da SVS


A coordenadora explica que a vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença e apresenta eficácia de aproximadamente 95%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos como febre, dor local, dor de cabeça, dor no corpo, entre outros. Portanto, mesmo em um momento de intensificar as ações de vigilância da febre amarela, é necessário orientar a população quanto à necessidade de se vacinar.

- Qual o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde para a febre amarela?
Carla Domingues: O esquema da febre amarela é de duas doses, tanto para adultos quanto para crianças. As crianças devem receber as vacinas aos nove meses e aos quatro anos de idade. Assim, a proteção está garantida para o resto da vida. Para quem não tomou as doses na infância, a orientação é de uma dose da vacina e outra de reforço, dez anos depois da primeira. As recomendações são apenas para as pessoas que vivem ou viajam para as áreas de recomendação da vacina. A população que não vive na área de recomendação ou não vai se dirigir a essas áreas não precisa buscar a vacinação neste momento.

- No momento, com os casos confirmados no estado de Minas Gerais, há mudança na indicação da vacina contra a febre amarela?
Carla Domingues: Não há mudança no esquema de vacinação. Devem se vacinar contra a febre amarela apenas pessoas que moram nas áreas de recomendação da vacina ou que viajam para essas localidades e que estão com o esquema de vacinação incompleto, ou seja, quem não tomou as duas doses recomendadas pelo Ministério da Saúde. Para adultos que tomaram a primeira dose há menos de dez anos, também não há necessidade de adiantar a dose de reforço.

- Para quem já tomou duas doses da vacina e mora nas áreas de recomendação, uma terceira dose significa mais proteção?
Carla Domingues: As duas doses são o suficiente para proteger durante toda a vida. Uma terceira dose não vai criar nenhuma proteção adicional. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma única dose para toda a vida. O Brasil, buscando uma maior segurança, adota o esquema de duas doses. Portanto, quem recebeu duas doses, na infância ou na fase adulta, já está devidamente protegido e não precisa buscar o serviço de saúde.

- E para quem perdeu o cartão de vacinação e não tem conhecimento da própria situação vacinal, qual a orientação?

Carla Domingues: Quem perdeu o cartão de vacinação deve procurar o serviço de saúde que costuma frequentar e tentar resgatar o histórico. Caso isso não seja possível, a recomendação é iniciar o esquema normalmente. Portanto, pessoas a partir de cinco anos de idade que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação devem receber a primeira dose da vacina e um reforço, dez anos depois. Essa recomendação é apenas para as áreas de recomendação da vacina. Vale destacar a situação de saúde deve ser informada ao profissional de saúde, para que seja possível avaliar se há contraindicação.

- Quais são as contraindicações para a vacina da febre amarela?
Carla Domingues: A vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, idosos acima dos 60 anos, gestantes, mulheres que amamentam crianças de até seis meses, pacientes em tratamento de câncer e pessoas imunodeprimidas. Em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação para estes grupos, levando em conta o risco de eventos adversos.

- Qual a orientação para turistas estrangeiros que visitam as áreas de recomendação de vacina no Brasil?
Carla Domingues: Para turistas que forem se dirigir a uma área com recomendação de vacina - tanto estrangeiros quanto brasileiros – e que não completaram o esquema de duas doses, a recomendação é que seja vacinado pelo menos dez dias antes da viagem, que é o tempo que a vacina leva para criar anticorpos e a pessoa estar devidamente protegida. Quem tomou a primeira dose há menos de dez anos não precisa adiantar o reforço.

- No caso das crianças que vão iniciar o esquema, existe algum risco em receber a febre amarela junto com outras vacinas?
Carla Domingues: A vacina para febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo que a vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (que protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Se a criança tiver alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso, ela pode tomar junto com a febre amarela, com exceção da tríplice viral ou tetra viral. A criança que não recebeu a vacina para febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral e for atualizar a situação vacinal, a orientação é receber a dose de febre amarela e agendar a proteção com a tríplice viral ou tetra viral para 30 dias depois.

fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/27371-saiba-quem-deve-se-vacinar-contra-a-febre-amarela

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Compulsão: o que é e como encontrar ajuda

 Uriel Heckert

Nós somos sempre desejantes. Sendo seres de necessidades, carentes, nos movemos por instintos, desejos e anseios. Buscamos satisfação, alívio, prazer; e também realização, reconhecimento e transcendência. Contudo, a trajetória de cada um pode conduzir a atalhos e descaminhos perigosos.

A sociedade atual erigiu o desejo como senhor supremo. Recebemos estímulos vindos de diferentes fontes, quase sempre com o mesmo conteúdo: “se você quer, você pode!”. Visto como desafio, a assertiva pode ajudar em muito a pessoas inferiorizadas e a grupos minoritários. Porém, tal “empoderamento” também leva a consequências desastrosas. Ele facilmente passa a ser tomado no sentido moral: “se você quer, vá em frente, não aceite qualquer limitação ao seu desejo, seja ela de ordem individual ou coletiva (leis, tradições, família, religião)”. Nesse caso, não se atenta para o fato de que muitas das nossas inclinações são prejudiciais e até destrutivas a nós mesmos, aos nossos próximos e à própria sociedade. Desconhece-se a advertência milenar: “O seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.7).

Compulsões são comportamentos repetitivos que se sobrepõem à vontade individual, exigindo cada vez mais tempo e recursos, passando a dominar os interesses da pessoa. Entregues à ditadura do desejo, muitos ficam privados da sua liberdade, comprometendo outras áreas da vida. Situações, oportunidades e recursos habituais da vida cotidiana podem encobrir riscos que escravizam a muitos. 1 2 3 4 5

Aqui vão algumas das compulsões mais encontradas em nosso tempo:
- Dependência de substâncias, tais como drogas lícitas e ilícitas;
- Apego a jogos, desde os tradicionais jogos de azar (roleta, carteado, loterias, jogo do bicho) como também apostas e caça níqueis;
- Busca excessiva de sexo e consumo de pornografia, estimulados pelo aparente “anonimato” da Internet, redes sociais e telefones;
- Atração pela Internet e pelos jogos eletrônicos, envolvendo jovens e adultos;
- Fixação a smartfones e afins, causando pânico quando “desconectados” (Nomofobia);
- Consumo indisciplinado de alimentos, com ou sem medidas drásticas para “eliminar calorias”;
- Compras e gastos desordenados e desnecessários;
- Mentiras e furtos repetidos, como forma de prazer.

As próprias pessoas tendem a não admitir qualquer apego excessivo ou dependência às condições acima. Os pais, cônjuges, educadores, amigos e líderes religiosos, além dos profissionais e autoridades, têm diante de si o desafio de conscientizar tais pessoas e viabilizar canais de ajuda e tratamento. Isso se faz cada vez mais necessário.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em sua 5ª Edição, apresenta indicadores que servem de alerta quanto a possível dependência em algumas das áreas citadas.6 Eles são:
- Falha em cumprir as obrigações do cotidiano, em decorrência do uso ou prática;
- Uso perigo, expondo-se a situações de risco para si e/ou para outros (risco social ou legal);
- Problemas sociais e interpessoais relacionados (com familiares, amigos, vizinhos...);
- Uso em “doses” cada vez maiores para obter o grau de satisfação desejado;
- Reações intensas na impossibilidade do consumo ou da prática;
- Persistência, após esforços malsucedidos de diminuir ou abolir a prática;
- Desrespeitar seguidamente os próprios limites impostos para o uso ou prática;
- Negligenciar atividades importantes, bem como princípios e valores pessoais;
- Grande volume de tempo e recursos gastos em atividades relacionadas à prática;
- Problemas psicológicos e físicos aparecendo em decorrência;
- Desejo incontrolável e urgente para o uso ou prática.

Esforços individuais de superação tendem a surtir poucos resultados. Somos seres gregários e, portanto, adoecemos em sociedade e podemos nos reabilitar igualmente com a colaboração de outras pessoas. Assim, indicamos aqui alguns canais de apoio e tratamento, sugerindo que nenhum deles seja negligenciado:
- Tomada de consciência individual, dando ouvidos às advertências de familiares e amigos;
- Admissão franca da situação de vulnerabilidade, dispondo-se a buscar ajuda;
- Psicoterapia, com profissional de boa formação, se possível com experiência na área;
- Realização de exames médicos e uso de medicações próprias, se houver comprometimento físico e/ou psiquiátrico (falha no controle dos impulsos, presença de algum transtorno mental...);
- Ajuda de profissionais específicos, se for o caso (nutricionista, psicopedagogo, sexólogo, contabilista...);
- Recurso a grupos de iguais (Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, Jogadores Compulsivos, Comedores Compulsivos, Compradores Compulsivos...);
- Orientação espiritual cristã (a Bíblia de Estudo Despertar, da Sociedade Bíblica do Brasil, oferece excelente programa de reabilitação espiritual).
– O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo oferece programas específicos que muito podem ajudar: Ambulatório de Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), Programa de Orientação a Pais de Adolescentes Dependentes de Internet (PROPADI). Acesse o site: www.ipqhc.org.br

Mais do que acreditar em si mesmo e nos recursos disponíveis ao redor, vale muito crer que Deus está envolvido em toda busca sincera de cura e libertação. O Seu poder e a Sua misericórdia sempre estão ao nosso alcance. Como já foi dito, a aparente “des-graça” humana, na verdade, é uma oportunidade para a graça de Deus se manifestar. 7

Notas:
1. Abreu CN et al. Dependência da Internet e jogos eletrônicos. Rev. Bras. Psiquiatr. 2008; 30(2): 156-67.
2. Weinstock J et al. Ludomania: avaliação transcultural do jogo de azar e seu tratamento. Rev. Bras. Psiquiatr. 2008; 30 (Supl I): 03-10.
3. Grant JE, Odlaug BL. Cleptomania: características clínicas e tratamento. Rev. Bras. Psiquiatr. 2008; 30 (Supl I): 11-15.
4. Tavares H et al. Compras compulsivas: uma revisão e um relato de caso. Rev. Bras. Psiquiatr. 2008; 30 (Supl I): 16-23.
5. Yang YBS et al. Substância branca pré-frontal em mentirosos patológicos. Br. J. Psychiatry 2005; 187: 320-5.
6. American Psychiatric Association. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM 5, 5ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
7. Ellens JH. Graça de Deus e saúde humana. Brasília: Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos/São Leopoldo: Ed. Sinodal, 1982.

• Uriel Heckert é médico psiquiatra, mestre em Filosofia pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), doutor em Psiquiatria pela USP (Universidade de São Paulo) e membro pleno do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos (CPPC).

fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/compulsao-o-que-e-e-como-encontrar-ajuda?__akacao=2813723&__akcnt=88b082d8&__akvkey=9bee&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+%DAltimas+285+-+15%2F02%2F2015

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Planos de Saúde com Comercialização Suspensa em 14.11.14

Atenção: Não contrate os planos de saúde listados abaixo. Se receber oferta para adquirir um desses planos, denuncie à ANS.

11° período


ALLIANZ SAÚDE S/A

Registro ANS: 000515
Registro
Produto
410190991
SUPERIEUR 10
410191990
SUPERIEUR 20
433374008
SUPERIEUR 20 PME
433379009
EXCELLENCE 10 PME

ASSOCIAÇÃO AUXILIADORA DAS CLASSES LABORIOSAS

Registro ANS: 340146
Registro
Produto
466019116
PRIME
466021118
LINE

BIOVIDA SAÚDE LTDA.

Registro ANS: 415111
Registro
Produto
466365129
UNISIS I/F ENFERMARIA
466366127
UNISIS I/F APARTAMENTO
466367125
SENIOR I/F ENFERMARIA
467068120
UNISIS CE ENFERMARIA

CAIXA SEGURADORA ESPECIALIZADA EM SAÚDE S/A

Registro ANS: 418072
Registro
Produto
465099119
SAÚDE VITAL
465100116
SAÚDE VITAL ENFERMARIA
465104119
SAÚDE VITAL ENFERMARIA-CO
465106115
SAÚDE PRONTO
465867111
ODONTO VITAL-PF

CASA DE SAÚDE SÃO BERNARDO S/A

Registro ANS: 363766
Registro
Produto
450216047
Capixaba Total Executivo com Obstetrícia

CENTRO TRASMONTANO DE SAO PAULO

Registro ANS: 303623
Registro
Produto
469624137
PLENO

COOPUS - COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS

Registro ANS: 384356
Registro
Produto
422576997
134.1.1 - Amb + Hosp com Obstetrícia + Odontológico QC C

GREEN LINE SISTEMA DE SAÚDE S.A

Registro ANS: 325074
Registro
Produto
704057991
MASTER

MINAS CENTER MED LTDA

Registro ANS: 411086
Registro
Produto
435254018
HOSPITALAR I
459730093
CENTERMED ESPECIAL ENFERMARIA
462131100
CENTERMED ESPECIAL INDIVIDUAL/ FAMILIAR

PLAMED PLANO DE ASSISTENCIA MEDICA LTDA

Registro ANS: 343463
Registro
Produto
412781991
PLAMED STANDARD II
427155996
PLAMED GOLD I

SANTO ANDRÉ PLANOS DE ASSISTENCIA MÉDICA LTDA.

Registro ANS: 400190
Registro
Produto
456407073
RUBI

UNIÃO HOSPITALAR OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE LTDA

Registro ANS: 413780
Registro
Produto
442188034
UH X - AMB + HOSPITALAR SEM OBSTETRICIA QUARTO COLETIVO
465366111
Plano UH Master 110 Coletivo Empresarial - Rede Básica I QC
466191125
Plano UH Master 110 Coletivo por Adesão - Rede Básica I QC

UNIMED DO ABC - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

Registro ANS: 345270
Registro
Produto
400472998
Unideal Empresarial Enfermaria
422774993
Unideal Enfermaria - Adesão
463226105
UNIPLAN SAÚDE TOTAL BÁSICO CO-PARTICIPATIVO
463541108
Unideal Empresarial Enfermaria

UNIMED ITABUNA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO

Registro ANS: 357065
Registro
Produto
436355018
UNIVIDA BÁSICO EMPRESARIAL NACIONAL

UNIMED PAULISTANA SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

Registro ANS: 301337
Registro
Produto
401044992
MASTER
433247004
UNIPLAN PLENO
445901036
PADRÃO
445902034
INTEGRAL
445903032
SUPREMO
455209061
Integral Uniplan Adesão
455210065
Integral Uniplan Individual
455211063
Padrão Uniplan Adesão
455215066
Supremo Uniplan Adesão
455226061
Integral Uniplan Empresarial
455228068
Original Apartamento Empresarial
455229066
Original Apartamento Individual
455230060
Original Enfermaria Adesão
455243061
Sigma Individual
461082092
Padrão Enfermaria Uniplan Empresarial c/ Co-Participação
461092090
Integral Uniplan Empresarial c/ Co-Participação
467981124
UP BRONZE ENFERMARIA INDIVIDUAL
467984129
UP OURO UNIPLAN ADESAO
467988121
UP OURO UNIPLAN EMPRESARIAL
467992120
UP PRATA UNIPLAN ADESAO
467998129
UP BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN EMPRESARIAL
470380134
NEW BRONZE APARTAMENTO INDIVIDUAL
470428142
PADRÃO ADV ENFERMARIA UNIPLAN COPARTICIPAÇÃO EMPRESARIAL
470435145
NEW BRONZE ENFERMARIA INDIVIDUAL
470438140
NEW BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN ADESÃO
701003996
MASTER

VIVA PLANOS DE SAÚDE LTDA

Registro ANS: 412791
Registro
Produto
457591081
SAÚDE GLOBAL 30
460040091
SAÚDE QP - 11
460047099
SAUDE PE110 QC
460049095
SAUDE PE120 QC
460053093
SAÚDE PE 12 QC
468019127
INTERCAP I


fonte: http://www.ans.gov.br/planos-de-saude-e-operadoras/contratacao-e-troca-de-plano/planos-de-saude-com-comercializacao-suspensa/operadoras-com-planos-suspensos


Atenção: Não contrate os planos de saúde listados abaixo. Se receber oferta para adquirir um desses planos, denuncie à ANS.

11° período


ALLIANZ SAÚDE S/A

Registro ANS: 000515
RegistroProduto
410190991 SUPERIEUR 10
410191990 SUPERIEUR 20
433374008 SUPERIEUR 20 PME
433379009 EXCELLENCE 10 PME

ASSOCIAÇÃO AUXILIADORA DAS CLASSES LABORIOSAS

Registro ANS: 340146
RegistroProduto
466019116 PRIME
466021118 LINE

BIOVIDA SAÚDE LTDA.

Registro ANS: 415111
RegistroProduto
466365129 UNISIS I/F ENFERMARIA
466366127 UNISIS I/F APARTAMENTO
466367125 SENIOR I/F ENFERMARIA
467068120 UNISIS CE ENFERMARIA

CAIXA SEGURADORA ESPECIALIZADA EM SAÚDE S/A

Registro ANS: 418072
RegistroProduto
465099119 SAÚDE VITAL
465100116 SAÚDE VITAL ENFERMARIA
465104119 SAÚDE VITAL ENFERMARIA-CO
465106115 SAÚDE PRONTO
465867111 ODONTO VITAL-PF

CASA DE SAÚDE SÃO BERNARDO S/A

Registro ANS: 363766
RegistroProduto
450216047 Capixaba Total Executivo com Obstetrícia

CENTRO TRASMONTANO DE SAO PAULO

Registro ANS: 303623
RegistroProduto
469624137 PLENO

COOPUS - COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS

Registro ANS: 384356
RegistroProduto
422576997 134.1.1 - Amb + Hosp com Obstetrícia + Odontológico QC C

GREEN LINE SISTEMA DE SAÚDE S.A

Registro ANS: 325074
RegistroProduto
704057991 MASTER

MINAS CENTER MED LTDA

Registro ANS: 411086
RegistroProduto
435254018 HOSPITALAR I
459730093 CENTERMED ESPECIAL ENFERMARIA
462131100 CENTERMED ESPECIAL INDIVIDUAL/ FAMILIAR

PLAMED PLANO DE ASSISTENCIA MEDICA LTDA

Registro ANS: 343463
RegistroProduto
412781991 PLAMED STANDARD II
427155996 PLAMED GOLD I

SANTO ANDRÉ PLANOS DE ASSISTENCIA MÉDICA LTDA.

Registro ANS: 400190
RegistroProduto
456407073 RUBI

UNIÃO HOSPITALAR OPERADORA DE PLANOS DE SAÚDE LTDA

Registro ANS: 413780
RegistroProduto
442188034 UH X - AMB + HOSPITALAR SEM OBSTETRICIA QUARTO COLETIVO
465366111 Plano UH Master 110 Coletivo Empresarial - Rede Básica I QC
466191125 Plano UH Master 110 Coletivo por Adesão - Rede Básica I QC

UNIMED DO ABC - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

Registro ANS: 345270
RegistroProduto
400472998 Unideal Empresarial Enfermaria
422774993 Unideal Enfermaria - Adesão
463226105 UNIPLAN SAÚDE TOTAL BÁSICO CO-PARTICIPATIVO
463541108 Unideal Empresarial Enfermaria

UNIMED ITABUNA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO

Registro ANS: 357065
RegistroProduto
436355018 UNIVIDA BÁSICO EMPRESARIAL NACIONAL

UNIMED PAULISTANA SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO

Registro ANS: 301337
RegistroProduto
401044992 MASTER
433247004 UNIPLAN PLENO
445901036 PADRÃO
445902034 INTEGRAL
445903032 SUPREMO
455209061 Integral Uniplan Adesão
455210065 Integral Uniplan Individual
455211063 Padrão Uniplan Adesão
455215066 Supremo Uniplan Adesão
455226061 Integral Uniplan Empresarial
455228068 Original Apartamento Empresarial
455229066 Original Apartamento Individual
455230060 Original Enfermaria Adesão
455243061 Sigma Individual
461082092 Padrão Enfermaria Uniplan Empresarial c/ Co-Participação
461092090 Integral Uniplan Empresarial c/ Co-Participação
467981124 UP BRONZE ENFERMARIA INDIVIDUAL
467984129 UP OURO UNIPLAN ADESAO
467988121 UP OURO UNIPLAN EMPRESARIAL
467992120 UP PRATA UNIPLAN ADESAO
467998129 UP BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN EMPRESARIAL
470380134 NEW BRONZE APARTAMENTO INDIVIDUAL
470428142 PADRÃO ADV ENFERMARIA UNIPLAN COPARTICIPAÇÃO EMPRESARIAL
470435145 NEW BRONZE ENFERMARIA INDIVIDUAL
470438140 NEW BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN ADESÃO
701003996 MASTER

VIVA PLANOS DE SAÚDE LTDA

Registro ANS: 412791
RegistroProduto
457591081 SAÚDE GLOBAL 30
460040091 SAÚDE QP - 11
460047099 SAUDE PE110 QC
460049095 SAUDE PE120 QC
460053093 SAÚDE PE 12 QC
468019127 INTERCAP I
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