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domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Singularidade da fé cristã


Existem diversas maneiras de entender o mundo, de dar-lhe um significado último. Elas podem, genericamente falando, ser divididas em dois grandes grupos, segundo o preconceito que lhes serve de terreno. O grupo das que negam a existência de algo além da humanidade (transcendente a ela), e o das que a aceitam. O primeiro nega a possibilidade de qualquer divindade; o segundo, a aceita. Divindade aqui definida como qualquer ser ou instância que, conscientemente, influencia e/ou determina os rumos dos acontecimentos vivenciados por nós. O primeiro grupo é ateísta, o segundo, teísta.

Ao longo da história ambos foram responsáveis por atrocidades, massacres, tirania, opressão e um sem número de atitudes por eles mesmos condenados. A favor do primeiro, apenas o fato de ser, historicamente, mais recente – a possibilidade da não existência de uma divindade somente ocupou espaço público nos últimos 500 anos.


"Uma parábola cristã": uma segunda visão

Hélio Schwartsman escreveu um provocante artigo, disponível na internete (www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/814080-uma-parabola-crista.shtml), com o título “Uma parábola cristã”. Não é um texto fácil para o crente – desperta, de imediato, reações de defesa instintivas. Mas não é um texto leviano. Suas ponderações não são um desfilar de argumentos pueris. Merecem ser analisadas e, se for o caso, aceitas humildemente. É o que pretendo fazer nas próximas linhas.

A interpretação da Bíblia:

O Deus do Velho Testamento desaparece no Novo Testamento:

A conservação do Velho Testamento na Escritura sagrada:

A pessoa de Jesus:

A ruptura com o judaísmo:

O papel do apóstolo Paulo:

Religião e Política:

O antissemitismo:



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

10 Razões para deixar em paz a Resolução CFM 1957/2010

O Conselho Federal de Medicina emitiu uma resolução recentemente revendo as normas éticas para a reprodução assistida. Reprodução assistida é o termo que descreve quando um casal necessita da intervenção médica para uma gravidez. Há diversas questões éticas envolvidas, e nenhuma delas é simples. Para citar, a popular "barriga de aluguel" e a possibilidade dos pais "montarem" o filho, escolhendo a cor da pele, dos olhos, etc. Esta resolução causou maior impacto a partir do momento em que diz ser ético, para o Conselho Federal de Medicina (a única instância legalmente capaz de dizer o que é ético dentro do exercício da medicina), que casais homossexuais e solteiros se beneficiem desta prática. E segundo o próprio presidente do Conselho, a resolução atende a uma demanda da sociedade (cf Jornal Medicina, dez/2010, pg 7).

Alguns políticos pensam em anular a Resolução através de um decreto legislativo. Tomei conhecimento do fato através de uma pessoa que trabalha como assessor parlamentar. Privadamente, encaminhei o texto abaixo a diversas pessoas. Agora o faço publicamente.

ver restante em www.medicinaeciencia.med.br/diversos/10Razoes.pdf

sábado, 21 de novembro de 2009

Marcha para Jesus? ou Blasfêmia disfarçada? duas reações

Leitor da Folha de S Paulo, morador daquela capital, enviou ao Painel do Leitor (pag A3), no dia 04/11/09, manifestação sobre a cobertura dada pelo jornal à Marcha para Jesus. Sintetizando, aponta que a cobertura optou pelo viés político, omitindo "a verdadeira razão de ser da marcha: o culto e a adoração a Jesus"; que o fato de, nos anos anteriores, o casal Hernandez não ter participado, mostra a inverdade da tese da marcha enquanto desagravo ao casal; o aspecto ordeiro, respeitoso, onde não se viu "drogas, cigarros ou desrespeito, somente alegria, amor e respeito ao próximo"; termina dizendo que gostaria que a marcha tivesse sido tratada com a mesma importância da Parada Gay.

Marcha para Jesus? ou blasfêmia disfarçada?

Aconteceu novamente a marcha para Jesus. Segundo a PM, um milhão de pessoas compareceram; segundo os organizadores, 6 milhôes (Folha de S Paulo, 03/11/09, pag A1). Encabeçada, este ano, por dois políticos, Marcelo Crivella e deputado federal por S Paulo, Bispo Gê, e pelo casal Hernandez, o, sem dúvida alguma, grande movimento de massa desperta em mim algumas questões, expostas abaixo, não necessariamente em ordem de importância.

A proibição da cruz

A cruz, ou melhor, crucifixo, está na ordem do dia nas últimas semanas, desde que um tribunal com jurisdição sobre a Comunidade Europeia o proibiu em escolas públicas italianas. O assunto extrapola a comunidade cristã, e é alvo de considerações por pessoas diversas. O filósofo Luiz Felipe Pondé publicou, em sua coluna, à página E9 da Folha de São Paulo de 09/11/09, sua visão sobre o assunto, que tento sumarizar abaixo.
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